terça-feira, 28 de março de 2017

Como são capazes!



Parece mentira mas é a verdade.

Não estou contra usufruir de desempregados que estejam a receber o subsidio de desemprego em algumas necessidades pontuais por vezes necessárias na administração central, regional ou local. Mas estou contra o trabalho "escravo" e na grande maioria dos casos a utilização desta mão de obra subsidiada para prover lugares onde deviam estar pessoas contratadas.

Este caso passou-se com um familiar meu. Por acasos da vida acabou por ter que inscrever-se no Centro de Emprego e ter que usufruir do subsidio de desemprego. Como o trabalho tinha sido um trabalho muito precário, acabou por ficar com um subsidio de pouco mais de 200 euros. Este enorme valor que pouco mais dava que pagar a alimentação, para quem é mãe de família, com um filho menor, de pouco lhe valia, continuando a tentar encontrar emprego neste nosso concelho que ou tens conhecimentos ou ficas nas estatísticas do desemprego.

Mas um belo dia, entre as apresentações obrigatórias naquele edifício junto ao antigo dispensário, disseram-lhe "Temos um trabalho para si". Contente por ouvir aquela frase, quis logo passar à fase seguinte. Mas a fase seguinte foi tudo menos empolgante. A frase "A nossa autarquia precisa de pessoas para guardar as igrejas na belíssima rota das Igrejas, mas continua a receber o subsidio e pagam-lhe o subsidio da alimentação. Se não quiser cortamos o subsidio de desemprego".

Portanto, a autarquia quer ter um empregado a trabalhar tarde e noite nos dias de semana, sábados, domingos e feriados por um total de 300 euros sem qualquer contrato. Mas ainda não acabava por aqui, teria de deslocar-se para fora da cidade de Peniche (existem igrejas no resto do concelho que faziam parte da dita rota) a suas expensas, pois não existem transportes públicos à noite.

Este cartaz acaba por ser anedótico, pois é lançado pelo mesmo partido que gere o nosso concelho. O mesmo concelho que utilizou pessoas subsidiadas para suprir lugares que deveriam ser ocupadas por pessoas que se encontram desempregadas e que tanto procuram ter um ordenado condigno no fim do mês.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Fortaleza de Peniche na Guerra Civil Portuguesa.


A guerra civil portuguesa começou em 1828 e acabou em 1834 colocando dois irmãos pela disputa de Portugal
D. Pedro IV, Inglaterra, voluntários Belgas, França (a partir de 1830) e Espanha (a partir de 1833) contra o seu irmão D. Miguel apoiado por Espanha (até 1833) colocaram Portugal em estado de sitio.

Em 1833 a Fortaleza de Peniche é colocada em prontidão com cerca de 800 militares.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

1802 - Batalha Naval nas Berlengas

(Fragata)

Em Janeiro de 1802 a fragata espanhola "San António" navegava em águas das Berlengas, Comandada por Don Francisco António Lopategui, a fragata vê cair a noite sendo de imediato perseguida por uma escuna pirata. Por três vezes os piratas tentam abordar o navio sem sucesso. A defesa armada faz-se sentir mas a falta de peças de fogo aliada à falta de pólvora faz com a fragata espanhola tenha que fugir. A navegação e mar que se fazia sentir ajudam os espanhóis que conseguem chegar a Cadiz sem serem feitos prisioneiros.

Mais uma história marítima de Peniche.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Bolas de Berlim...


Embora em Peniche não seja tradição as bolas de berlim dão sempre que falar na época balnear. O que quase ninguém sabe ou simplesmente não quer saber é o porquê de todos os verões serem notícia.

As praias com mais veraneantes são usualmente as praias concessionadas, as quais têm assistência de nadadores-salvadores e material de salvamento. Estes homens e mulheres que zelam pelo nosso bem estar são remunerados e o material que utilizam é pago por alguém e esse alguém não é o estado português, mas sim os empresários de praia. Sempre que vê nadadores salvadores existe uma empresa por trás que lhes proporciona o ordenado e material. Porquê estas empresas assumem essa despesa? Porque o estado português aluga o espaço onde têm os bares de praia com a contrapartida de assumirem a assistência das praias.

Agora imagine que tem essa despesa e chega alguém que não tem despesa nenhuma e começa a vender aos seus potenciais clientes? O que fazia?

Na próxima vez que estiver na praia pense nisto e seja justo. Porque não dar a ganhar a quem garante a nossa segurança.

Mas se se encontrar numa praia sem assistência, aí sim se lhe apetece uma bola de berlim, porque não comprar e saborear.