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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

1802 - Batalha Naval nas Berlengas

(Fragata)

Em Janeiro de 1802 a fragata espanhola "San António" navegava em águas das Berlengas, Comandada por Don Francisco António Lopategui, a fragata vê cair a noite sendo de imediato perseguida por uma escuna pirata. Por três vezes os piratas tentam abordar o navio sem sucesso. A defesa armada faz-se sentir mas a falta de peças de fogo aliada à falta de pólvora faz com a fragata espanhola tenha que fugir. A navegação e mar que se fazia sentir ajudam os espanhóis que conseguem chegar a Cadiz sem serem feitos prisioneiros.

Mais uma história marítima de Peniche.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Caça Submarina em Peniche - Zonas Proibidas.

(Papôa - Zona onde naufragou o São Pedro de Alcântara)

Peniche tem diversas zonas onde se encontra proibida por diversas razões a actividade de pesca lúdica, na modalidade de pesca submarina mais conhecida como caça submarina. Zonas proibidas:

- Interior do porto de Peniche;
- 100 metros do canal de navegação do porto de Peniche (inicio de cada molhe);
- Raio de 100 metros do Carreiro do Cabo Carvoeiro;
- Raio de 300 metros da pedra da "Nau dos Corvos" no Cabo Carvoeiro;
- Raio de 250 metros da pedra "Linho do Mar" na Papôa;
(Esta restrição abrange a quase totalidade do lado norte da Papôa)
- Lagoa de Óbidos;
- Arquipélago das Berlengas;
- Todos os locais onde entrem ou saem embarcações, tipo rampas, zonas de ancoradouro, etc;

- No verão quando são activadas as zonas balneares (áreas com bandeira e nadadores-salvadores) é proibido exercer nessa área até a uma distância de 300 metros, no período compreendido entre as 10.00 e as 20.00 horas.

- Proibido exercer a menos de 20 metros de outro caçador, salvo acordo em contrário;
- 50 metros de uma embarcação de recreio ou artes de pesca;

Acima de tudo nos casos em que não se encontre previsto na legislação, impera o bom censo que infelizmente muita gente não possui, mas basta ter olhos na cara. Se alguma actividade já se encontra a realizar em determinada área deve evitar-se ir para essa mesma área.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Casas na Berlenga.

Foto do ano de 1953.

Sabendo que esta foto é do ano de 1953 e as casas que se avistam pertencem ao bairro dos pescadores, logo pertença do estado, como é que à sua direita em terreno pertencente ao domínio publico marítimo foram construídas casas particulares. O terreno foi parcelado e vendido pelo estado a particulares? Caso tenha sido por ocupação, a usucapião não se aplica no domínio publico marítimo. Sabendo ainda que a ilha é uma reserva natural a tomada por posse administrativa das casas ou em último caso o pagamento do valor inscrito nas finanças (caso o tenham feito) evitava o absurdo que aconteceu com os vigilantes da natureza, os quais tiveram que ir "morar" para as instalações do farol da Berlenga.

Será que compraram os terrenos a José Maria Monteiro também conhecido como o último dono da Berlenga e que faleceu em Peniche no ano de 1896.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ocupação das Berlengas.

(Forte São João Baptista - Berlenga)

Entre 1828 e 1834 Portugal sofreu uma guerra civil que opunha 2 irmãos que pretendiam o poder, D. Maria II e D. Miguel. Mais uma vez a Berlenga encontra-se na história de Portugal.

No dia 22 de Julho de 1833 a ilha é tomada pelo brigue-escuna "Liberal", a canhoeira n.º 5, escuna inglesa "Lauxe" e iate "Sacramento" tomam a ilha e aclamam a rainha. A canhoeira mantêm-se na ilha enquanto o resto da esquadra toma viagem.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Guerra Peninsular e a Berlenga.

(Forte da Berlenga antes de 1953)

Durante a Guerra Peninsular o Forte de São João Baptista foi utilizado para cárcere de prisioneiros de guerra franceses. Muitos fins tiveram estas muralhas...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Os donos das Berlengas.

(Berlengas no ano de 1897)
 
No ano de 1906 os proprietários das Berlengas propoêm a venda destas ao governo português. O governo português não mostrou interesse e os proprietários entregam a sua venda a uma casa comercial estrangeira. As negociações com a Alemanha começam pretendendo estes fazer uma estação naval e um depósito de carvão. O estado português não consentia sendo proprietário da fortaleza. Segundo os entendidos da época as berlengas serviam para sanatório ou mesmo a construção de casas de correcção agrícolas para menores. Segundo o mesmo artigo de jornal os donos das Berlengas eram os herdeiros de José Maria Monteiro falecido em Peniche no ano de 1896.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Fim de Semana dos Peixes.

(Carreiro do Mosteiro)
 
3ª-Feiras e 4ª-Feiras são os dias de descanço para os peixes no Arquipélago das Berlengas!!! A legislação da pesca lúdica foi alterada colocando a proibição de captura de pescado pelos praticantes da pesca lúdica nesta reserva nestes dias da semana, mas apenas da pesca lúdica pois os profissionais continuam a poder fazer a sua vida. Mas este pequeno descanço apenas acontece se não for feriado. Além disso o descanço acaba-se entre 01 de Junho e 30 de Setembro, pois se os portugueses não têm direito a férias os peixes também não. A juntar a isto quem pagar nas embarcações de pesca turística já pode pescar todos os dias da semana.
 
Para quando uma reserva a sério? Não digo o ano inteiro, talvez impedir a pesca a todos durante os períodos de reprodução, quem ficava a ganhar? Os próprios pescadores e aficionados da pesca.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Portugal em Peixes no Seculo XVIII.

 
No ano de 1762 a obra "Mappa de Portugal Antigo e Moderno" descreve o nosso país. Aqui uns breves trechos desta obra:
 
"Quanto ao peixe, além de o gabar Marinco Siculo, e Botero, tem Portugal razão forçosa para o ter em abundância, e muito saboroso, por ser um país verdadeiramente marítimo, lançado e estendido pela costa do Oceano, onde o mar continuamente e está regalando de diferentes peixes, uns maiores, outros menores, merecendo especial memória os deliciosos Salmões do Minho: as gabadas azevias de Alhandra: os raros solhos, e tainhas do Sado: os saborosos Saveis, e Lampreias do Mondego, e Coa: as Douradas, Escolares, e Atum do Algarve: os Salmonetes, Linguados, Rodovalhos, Bezugos, e Sardas de Setubal: as admiráveis Trutas, e Mugens da Beira, e Minho, as selectas Bogas, Barbos e Escalhos de Alviela: os Ruivos de S. João da Foz, e Vila do Conde: as famosas Pescadas, e Corvinas de Sesimbra, Cascais, Ericeira, Caminha, e Esposende: os Congros, e Robalos de Peniche, e Buarcos: os Safios, Eirozes, Cacbuchos, e Gorazes do Tejo."
 
"E que diremos da montaria, e caça real? Sem encarecimento Castela não a tem melhor. Admiráveis são as Corças, e Cervos da serra do Algarve: os Veados das Serras de Mertola, Portel, Almeirim, Arrábida, Sintra, e tapa de Vila Viçosa: Javalis da Tapada, Pinheiro, serras de Portel, Vascão, Grandola, e Alcacer: Lebres, e Coelhos das Berlengas, Alcântara, e Nossa Senhora do Cabo, pelo especial gosto, que lhe causa o pasto de perexil."
 
 
No Século XVIII Peniche era conhecido pelos seus Safios, Robalos, Lebres e Coelhos.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Peniche e os cometas.

 
 
Corria o ano de 1621 e D. Joana de Castro com 22 anos de idade estava na sua janela quando se debruçou para ver um cometa que passava pelos céus de Peniche. Caíu de uma altura de 10,5 metros não sofrendo qualquer contusão. O milagre foi atribuído a uma relíquia que trazia no pescoço.
 
D. Joana era filha de D. João Gonçalves de Ataíde, 4.º Conde da Atouguia, dono e senhor das Berlengas e Baleal e neta de D. Luis de Ataíde, 10.º vice-rei da Índia.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Coletes na pesca lúdica.

 
Desde 25 de Agosto que a nova lei se encontra em vigor. Desta vez veio colocar a segurança em primeiro lugar pois por causa de alguns pagam todos. Vamos a partir de agora ser obrigados a utilizar um colete sempre que estamos na pesca num barco, tenha ele 3 metros ou mais de 20 metros. Por alguns andarem a arriscar na rebentação ou com mares revoltos, os pescadores com um pouco de juizo vão ter que transpirar...
 
A legislação obriga a envergar um auxiliar individual de flutuação sempre que estejamos a praticar a pesca lúdica. Quem não cumprir leva entre 200 euros a 2000 euros de coima.
 
Mas não é tudo, pois falta uma portaria que irá determinar o que têm que usar os pescadores de terra...


sábado, 19 de outubro de 2013

Peniche, terra de militares.

(Soldado do Regimento de Peniche)
 
Peniche sempre foi uma terra com muitos militares. Pequenas apontamentos sobre Peniche nos anos de 1762 a 1776:
 
"O capitão do 2º Batalhão do Regimento de Peniche solicitando a reparação das camas do quartel."
 
"Miguel Ribeiro da Cruz, Juiz de fora de Peniche e Atouguia informando situações ocorridas com soldados e desertores."
 
"Prisão e recondução de soldados desertores para o Regimento de Peniche."
 
"Requerimento do Almoxarife do Hospital de Peniche sobre falta de roupa para os doentes."
 
"Pedido do Almoxarife do Hospital Militar de Peniche sobre verba para continuar com os curativos dos infermos."
 
"Silvestre de Jesus Ribeiro, Governador da Praça de Peniche, solicitando pólvora e munições."
 
"Pedido do Coronel Lourenço de Melo da Silva Sá do Regimento de Infantaria de Peniche, devido a problemas de disciplina."
 
"O Rei duplica o vencimento ao Sargento-Mor João Forbes e Capitão Mac Donell do Regimento de Peniche devido aos bons serviços prestados."
 
"Informação de Manuel da Silva Álvares, Governador das Berlengas, sobre a falta de preparação dos 50 soldados existentes nas berlengas."
 
"Informação do Tenente-Coronel Manuel da Silva Álvares, Governador das Berlengas, solicitando melhorias no castelo de S. João Baptista, nomeadamente reparações na guarnição, faltas de fardamento e camas."
 
"Mauricio António Franco de Sousa Souto Maior, ajudante da fortaleza de S. João Baptista, queixando-se do governador, pela despromoção que foi alvo devido a intrigas."
 
"Diferendos sobre jurisdição militar e civil entre Alexandre do Vale e Silva, Juiz de fora de Peniche e o Sargento-Mor António Coelho Franco, Governador Interino da Praça de Peniche. Pedido realizado ao Marquês de Pombal."

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Parque de Campismo da Berlenga.

(Socalco da Berlenga este verão)
 
Não querendo denegrir ninguém como fazem outros bloggers, pois apenas acredito em pessoas e não em partidos, tem esta mensagem o objectivo construtivo de apenas chamar a atenção para o que se passa à alguns anos a esta parte no parque de campismo da berlenga.
 
Como acontece todos os anos, mais uma vez pernoitei na berlenga. O engraçado disto e julgo eu que não tem piada nenhuma, reparei que de alguns anos para cá, o parque de campismo tem perdido alguns tipos de turistas. Neste caso o turismo responsável, pois a não ser miudos que têm como obectivo beber até cair, o turista com familia, crianças, casais mais velhos, deixou de passar férias no parque.
 
Esta situação tem vindo a piorar cada ver mais, os grupos de miudos têm ao longo dos anos conseguido afastar qualquer outro tipo de pessoas. O lixo, os berros, as bebedeiras e vomitados durante toda a noite torna a pernoita na berlenga quase impossivel de aturar. E caso alguém lhes faça frente acabam por fazer pior.
 
Com isto tudo o parque (Câmara e Reserva) têm perdido muito dinheiro, pois para além de não receber tantos turistas, ainda muitos indivíduos saltam de socalco em socalco sem pagar um chavo, pois não existe um controlo efetivo. Construam uma residência no local (onde estava a antiga casa de madeira) e coloquem um segurança que faça cumprir as regras de um parque de campismo, chamando assim muitos mais amantes civilizados da berlenga.
 
Muitos miudos são civilizados e não estão incluidos no acima referido :)


quarta-feira, 3 de julho de 2013

As visitas às Berlengas no ano de 1969.

(Carreiro do Mosteiro)
 
No ano de 1969 as Berlengas já eram visitadas por inúmeros turistas. Nesse ano registou-se os seguintes números:
 
Mês de Junho - 481 visitantes;
Mês de Julho - 2893 visitantes;
Mês de Agosto - 3667 visitantes;
Mês de Setembro - 517 visitantes;
 
Atualmente embora exista legislação que impede a permanência de um elevado número de visitantes, as autoridades ambientais continuam a emitir licenças a torto e a direito para as embarcações despejarem os visitantes no arquipélago. Será que não sabem que o excesso de visitantes e embarcações não é compatível com uma reserva natural?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O porto sazonal das Berlengas no ano de 2013.

 
(Cais da Berlenga no Carreiro do Mosteiro)
 
Todos os anos é emitido um edital da Capitania do Porto de Peniche comunicando o período que permite a navegação de embarcações da classe 5 até à ilha da Berlenga.
 
Este ano, esta classe de embarcações pode navegar até à ilha com partida do porto de Peniche do dia 18 de Maio até ao dia 29 de Setembro.
 
A classe 5 define que uma embarcação possa navegar até 3 milhas náuticas de um porto. Juntando as 3 milhas náuticas do porto de Peniche com as 3 milhas náuticas do porto sazonal das Berlengas, dá um total de 6 milhas náuticas, permitindo assim que se possa fazer a travessia. Quer dizer, existe cerca de 1/2 milha entre as duas áreas, pois os dois portos encontram-se a cerca de 6,5 milhas, mas a tradição é que manda...

sábado, 18 de maio de 2013

Militares na Berlenga.

(Berlengas)
 
Em 1876 publicou-se a seguinte notícia:
 
"Pelo arsenal da marinha foram abastecidas de ração, para dois meses, as praças que estão destacadas na Berlenga Grande."

sábado, 23 de março de 2013

Pescadores Guerreiros.

Corsários franceses
 
No dia 03 de Julho de 1798, João Gonçalves natural de Olhão, mestre de um caíque saiu de Faro com peixe tendo como destino o porto de Lisboa.
 
Durante a viagem avistou um iate, ao largo do Cabo de Santa Maria, com bandeira portuguesa. Estranhando o facto colocou-se a bordo de uma lancha acompanhado pelos seus pescadores armados até aos dentes e abordou o iate, do qual não houve qualquer resistência por parte de quatro franceses e dois portugueses que se encontravam a bordo.
 
Apossou-se do navio e rebocou-o para Lisboa, visto o mesmo ter sido apresado por um corsário francês junto à Berlenga Grande, quando fazia viagem de Viana do Castelo para Lisboa com carga de madeira.
 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Embarcações Típicas de Peniche - Batel de Pesca Costeira

Batel de Pesca Costeira de Peniche - P.Netto - Baldaque da Silva
 
O batel de pesca costeira costeira tradicional das águas de Peniche possuia umas tábuas formando uma borda falsa e aparelhava com um mastro e vela latina. A lotação era composta por 4 a 8 homens.
 
As embarcações denominadas batelinhos eram utilizados pelos pescadores mais pobres de Peniche que se dedicavam à apanha de cavala e sarda entre Peniche e a Berlenga.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Aviso a los Navegantes.

(Berlengas em 1897)
 
Em 1842 sai na imprensa espanhola o artigo que anuncia o início de funções do Farol da Berlenga, assim como a inatividade do Farol do Cabo Carvoeiro.
 
 
AVISO A LOS NAVEGANTES
 
Farol giratório en las costas de Portugal.
 
Acaba de estabelecerse un farol giratorio sobre la roca ilamada Gran Berlinga, en las costas de Portugal, desde el 15 de junio. Está elevado 365 pies ingleses sobre el nivel del mar, y se ve á la distancia de siete á ocho leguas. Hace una revolucion completa en tres minutos, y presenta una brilhante claridad seguida de un eclipse repentino.
La torre está situada à los 39º, 25´lat. N, y á los 9º, 31´de la long. de Greenwich.
Tambien se avisa á los navegantes que ha dejado de alumbrar el Faro de Peniche.