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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

1802 - Batalha Naval nas Berlengas

(Fragata)

Em Janeiro de 1802 a fragata espanhola "San António" navegava em águas das Berlengas, Comandada por Don Francisco António Lopategui, a fragata vê cair a noite sendo de imediato perseguida por uma escuna pirata. Por três vezes os piratas tentam abordar o navio sem sucesso. A defesa armada faz-se sentir mas a falta de peças de fogo aliada à falta de pólvora faz com a fragata espanhola tenha que fugir. A navegação e mar que se fazia sentir ajudam os espanhóis que conseguem chegar a Cadiz sem serem feitos prisioneiros.

Mais uma história marítima de Peniche.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Corsários e Piratas.


No século XVIII Peniche servia de porto a corsários espanhois. Entre eles Don Felix Romero, capitão da embarcação corsária espanhola com o nome de "PLUMA", o qual fazia chegar a Peniche as suas presas.
Em outubro de 1740 chegam a Peniche as embarcações inglesas "UNION", que vinha de Petersburg, "Goodhope" e "Laurel" que vinham de Filadélfia, apresadas por Don Felix Romero com as mais diversas cargas.

sábado, 23 de março de 2013

Pescadores Guerreiros.

Corsários franceses
 
No dia 03 de Julho de 1798, João Gonçalves natural de Olhão, mestre de um caíque saiu de Faro com peixe tendo como destino o porto de Lisboa.
 
Durante a viagem avistou um iate, ao largo do Cabo de Santa Maria, com bandeira portuguesa. Estranhando o facto colocou-se a bordo de uma lancha acompanhado pelos seus pescadores armados até aos dentes e abordou o iate, do qual não houve qualquer resistência por parte de quatro franceses e dois portugueses que se encontravam a bordo.
 
Apossou-se do navio e rebocou-o para Lisboa, visto o mesmo ter sido apresado por um corsário francês junto à Berlenga Grande, quando fazia viagem de Viana do Castelo para Lisboa com carga de madeira.
 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Mouros em Peniche.

 
 
 
Em 10 de Outubro de 1677 o convento de S. Bernardino é alvo de assalto por uma guarnição moura que havia fundeado frente daquela localidade.
 
Achavam-se no convento um grupo de sapateiros que ali se haviam deslocado para fazer calçado para os monges. Levantando-se de madrugada, lembraram-se de ir à cerca e mal haviam aberto a porta viram-se rodeados de mouros que sorrateiramente ali tinham desembarcado. Foram feridos e agarrados tentando os piratas transporta-los para as embarcações. Mas durante o combate o mestre sapateiro gritou pelos frades para que os acudissem. Os frades julgando que os artífices se tinham envolvido em zaragata, encontrando-se um dos frades a rezar na varanda pediu as chaves da porta que do claustro dava para a divisão dos sapateiros para os apaziguar, mas ao abrir a porta um mouro vibrou a sua espada contra a sua imagem tendo o frade movimentado-se evitando uma morte certa, ficando apenas com o capuz cortado. Como o mouro lhe tapava a fuga pela porta que abrira, fugiu conseguindo esconder-se por baixo de umas parreiras, conseguindo passar despercebido aos muitos mouros que por ali andavam. Ao verificar que se encontrava só ocorreu ao Lugar da Estrada para chamar a população, pois ao deixar a porta aberta do claustro com certeza que os restantes frades se deveriam encontrar todos mortos. Os restantes frades ao aperceberem-se que o convento havia sido invadido por infiéis, fecharam-se nos dormitórios e picaram o sino a rebate. No interior dos dormitórios fingiram ser soldados e através de palavras de ordem militar e muito barulho, conseguiram iludir os mouros que desmobilizaram e fugiram. Tudo isto aconteceu porque os mouros em número de 40 apenas queriam roubar e não realizar uma batalha, tendo fugido nas duas lanchas que tinham na margem de S. Bernardino. Ao rebate dos sinos, ocorreu muita gente da localidade ali próxima, mas apenas quando os mouros já se faziam à vela, desculpando-se que não tinham entendido o toque dos sinos e que o medo os impediu de mostrar a sua força.
Da invasão resultou na destruição de muitas imagens assim como a recolha de uvas e outros legumes que se encontravam na horta. De toda esta ação ficou apenas como recordação um barrete que um dos mouros deixou para trás.
 
Digno de um filme caso tivessemos uma verdadeira indústria cinematográfica...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Naufrágios em Peniche.



Desde que me lembro que o tema dos naufrágios exerce sobre mim algo que não consigo explicar. Talvez por na infância ter sido sujeito a muitos filmes de piratas e navios em conjugação com a infãncia passada em Peniche que não deixa distânciar este pensamento sempre que obervo o mar. Muitos de nós devem ter na infância passado pelas brincadeiras de corsários e piratas, com as suas espadas e combates mas tendo como ingrediente principal a descoberta de tesouros escondidos em pequenas praias, grutas ou cavidades. Muitas horas de diversão proporcionaram estas ideias, que talvez ainda hoje não as tenha esquecido...

De alguns anos para cá tenho dedicado parte do meu tempo livre na prospeção de provas que possam complementar as histórias já documentadas sobre naufrágios e sinistros marítimos na zona de Peniche e com embarcações de Peniche, as quais espero poder um dia elaborar um documento com tudo o que já descobri e espero que consiga prepétuar na história de Peniche.

Até ao momento, entre registos a comprovar e documentados possuo 600 a 700 naufrágios e sinistros marítimos nesta costa.

Até 1700s - 17 registos
1700 a 1800 - 47 registos
1800 a 1900 - 117 registos
1900 a 1920 - 79 registos
1920 a 1940 - 82 registos
1940 a 1960 - 65 registos
1960 a 1980 - 75 registos
1980 a 2000 - 95 registos
2000 a 2012 - 48 registos

Este trabalho nunca estará finalizado e assim caso possuam algo sobre este tema, nomeadamente fotografias, objetos que pertençam a naufrágios que estejam na posse de familiares ou mesmo documentos, não deixem de me contactar.



domingo, 24 de junho de 2012

O pirata Barba Roxa.

(Barba Roxa)

Barba Roxa chegou a ser o Rei de Argel e de Tunes. Era filho de um renegado albânez e de uma viuva dum sacerdote grego e nasceu com o nome de Horrue, mas ficou mundialmente conhecido como o Barba Roxa.
A miséria fez com que abandonasse a ilha de Metelin e partiu para Constantinopla, onde se viu prisioneiro num escaler onde foi obrigado a servir, após um desentendimento entre cavaleiros de Rhodes e turcos. Como era ruivo todos o chamavam de barba roxa. Ao fim de dois anos desertou e alistou-se num bergatim corsário de Constantinopla, propriedade de dois irmãos. Após a morte de um deles tornou-se sócio e matou o outro enquanto este estava a dormir e largou o corpo no mar.
A partir deste momento começou a atacar tudo e todos conseguindo bastantes presas e presenteando o Rei de Tunes ganhou a sua simpatia.
Em Argel, quando esta se preparava para a guerra com os espanhois, matou na ceia o chefe dos argelinos e fez-se Rei sem oposição. Conquistou seguidamente Tunes e Tremecen.
Após possuir 3 coroas, voltou a Argel e chamou os 70 cavaleiros mais importantes da cidade e os mais abastados, matou-os, roubou-os e justificou a situação como uma limpeza de traidores.
Mas o rei de Tremecen pediu ajuda a D. Carlos e marchou com 300 espanhois contra o pirata usurpador, o qual em desepero fugiu secretamente levando consigo todas as riquezas, as quais após o localizarem as atirava fora para permitir a sua fuga, mas os espanhois não o deixaram de perseguir, conseguindo captura-lo. Mataram o barba roxa e levaram a cabeça para Oran. O pirata morreu no ano de 1518.