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terça-feira, 28 de março de 2017

Como são capazes!



Parece mentira mas é a verdade.

Não estou contra usufruir de desempregados que estejam a receber o subsidio de desemprego em algumas necessidades pontuais por vezes necessárias na administração central, regional ou local. Mas estou contra o trabalho "escravo" e na grande maioria dos casos a utilização desta mão de obra subsidiada para prover lugares onde deviam estar pessoas contratadas.

Este caso passou-se com um familiar meu. Por acasos da vida acabou por ter que inscrever-se no Centro de Emprego e ter que usufruir do subsidio de desemprego. Como o trabalho tinha sido um trabalho muito precário, acabou por ficar com um subsidio de pouco mais de 200 euros. Este enorme valor que pouco mais dava que pagar a alimentação, para quem é mãe de família, com um filho menor, de pouco lhe valia, continuando a tentar encontrar emprego neste nosso concelho que ou tens conhecimentos ou ficas nas estatísticas do desemprego.

Mas um belo dia, entre as apresentações obrigatórias naquele edifício junto ao antigo dispensário, disseram-lhe "Temos um trabalho para si". Contente por ouvir aquela frase, quis logo passar à fase seguinte. Mas a fase seguinte foi tudo menos empolgante. A frase "A nossa autarquia precisa de pessoas para guardar as igrejas na belíssima rota das Igrejas, mas continua a receber o subsidio e pagam-lhe o subsidio da alimentação. Se não quiser cortamos o subsidio de desemprego".

Portanto, a autarquia quer ter um empregado a trabalhar tarde e noite nos dias de semana, sábados, domingos e feriados por um total de 300 euros sem qualquer contrato. Mas ainda não acabava por aqui, teria de deslocar-se para fora da cidade de Peniche (existem igrejas no resto do concelho que faziam parte da dita rota) a suas expensas, pois não existem transportes públicos à noite.

Este cartaz acaba por ser anedótico, pois é lançado pelo mesmo partido que gere o nosso concelho. O mesmo concelho que utilizou pessoas subsidiadas para suprir lugares que deveriam ser ocupadas por pessoas que se encontram desempregadas e que tanto procuram ter um ordenado condigno no fim do mês.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mandar peixe fora...

 
Uma questão que tem vindo a ser muito discutida é a situação do peixe que tem de ser mandado borda fora devido ao seu pequeno tamanho. Reconheço que muitas pessoas necessitam desse pescado derivado à sua situação económica, mas como todas as empresas, neste caso embarcações, estas vivem para obter lucros e pouco para serem sociais. Muita gente diz que o estado devia pagar um valor mínimo por todo o pescado. Pois, e se o estado também gratificasse todas as lojas que não vendem, as empresas que produzem e engrossam os seus stocks sem conseguirem escoar os seus produtos e também já agora porque não todas as profissões. Produzam que o estado paga...
 
 Esta é uma questão muito difícil de discutir pois se por um lado o peixe já está morto (na maioria dos casos) por outro como vamos fazer para que o pescador não escolha locais onde o peixe é subdimensionado. A lei atual tenta educar o pescador para procurar zonas com peixe com medida, fazendo assim com que os pequenos cresçam e obtenham posteriormente um lucro maior.
 
O problema está em como fazemos para que o mar tenha pescado daqui a uns anos? Se permitirmos que todo o peixe, seja ele grande ou pequeno, seja desembarcado, o pescador não pensará duas vezes, tudo para terra...