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terça-feira, 28 de março de 2017

Como são capazes!



Parece mentira mas é a verdade.

Não estou contra usufruir de desempregados que estejam a receber o subsidio de desemprego em algumas necessidades pontuais por vezes necessárias na administração central, regional ou local. Mas estou contra o trabalho "escravo" e na grande maioria dos casos a utilização desta mão de obra subsidiada para prover lugares onde deviam estar pessoas contratadas.

Este caso passou-se com um familiar meu. Por acasos da vida acabou por ter que inscrever-se no Centro de Emprego e ter que usufruir do subsidio de desemprego. Como o trabalho tinha sido um trabalho muito precário, acabou por ficar com um subsidio de pouco mais de 200 euros. Este enorme valor que pouco mais dava que pagar a alimentação, para quem é mãe de família, com um filho menor, de pouco lhe valia, continuando a tentar encontrar emprego neste nosso concelho que ou tens conhecimentos ou ficas nas estatísticas do desemprego.

Mas um belo dia, entre as apresentações obrigatórias naquele edifício junto ao antigo dispensário, disseram-lhe "Temos um trabalho para si". Contente por ouvir aquela frase, quis logo passar à fase seguinte. Mas a fase seguinte foi tudo menos empolgante. A frase "A nossa autarquia precisa de pessoas para guardar as igrejas na belíssima rota das Igrejas, mas continua a receber o subsidio e pagam-lhe o subsidio da alimentação. Se não quiser cortamos o subsidio de desemprego".

Portanto, a autarquia quer ter um empregado a trabalhar tarde e noite nos dias de semana, sábados, domingos e feriados por um total de 300 euros sem qualquer contrato. Mas ainda não acabava por aqui, teria de deslocar-se para fora da cidade de Peniche (existem igrejas no resto do concelho que faziam parte da dita rota) a suas expensas, pois não existem transportes públicos à noite.

Este cartaz acaba por ser anedótico, pois é lançado pelo mesmo partido que gere o nosso concelho. O mesmo concelho que utilizou pessoas subsidiadas para suprir lugares que deveriam ser ocupadas por pessoas que se encontram desempregadas e que tanto procuram ter um ordenado condigno no fim do mês.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Escassez de Sardinha.


Noticia do ano de 1894 informando da falta de sardinha na zona de Faro. Passou mais de um século e onde é que ouvi isto??

quinta-feira, 27 de março de 2014

Vai apanhar morangos...

 
Muita gente usa e abusa do fundo de desemprego. Muitos de nós conhecemos inúmeros casos deste tipo de pessoas que apenas quer viver à conta, usando e abusando de tudo o que pode para poder estar na praia ou pastelaria, gozando com quem trabalha e desconta.
 
Mas a Segurança Social por vezes arranja trabalhos? Nunca, arranja sim escravidão!!! A nova moda é apanhar morangos. Segundo parece estão a ser chamados trabalhadores com subsidio para apanhar morangos para os lados da Lourinhã.
 
Condições:
- Não existe transporte. (cada um vai como pode);
- Não existe contrato de trabalho;
- Pagamento conforme objectivos;
 
Pagamento (0,32 € por cada caixa de 5 quilogramas)
 
Basta agora fazer as contas, para se ganhar pouco mais de 30 Euros num dia, tem que se apanhar meia tonelada de morangos, o que me parece muito difícil.
 
Não brinquem com as pessoas...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Escavação Arqueologica.

(Praia do Rei Cortiço - Óbidos)

Na praia do Rei Cortiço encontra-se a decorrer uma escavação arqueológica promovida pela seção de Arqueologia da Universidade do Algarve em colaboração com um arqueólogo e equipa de origem norte-americana. Estes trabalhos têm como objectivo a localização de indícios que possam identificar a presença humana, neste litoral, na era neolítica.