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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Bolas de Berlim...


Embora em Peniche não seja tradição as bolas de berlim dão sempre que falar na época balnear. O que quase ninguém sabe ou simplesmente não quer saber é o porquê de todos os verões serem notícia.

As praias com mais veraneantes são usualmente as praias concessionadas, as quais têm assistência de nadadores-salvadores e material de salvamento. Estes homens e mulheres que zelam pelo nosso bem estar são remunerados e o material que utilizam é pago por alguém e esse alguém não é o estado português, mas sim os empresários de praia. Sempre que vê nadadores salvadores existe uma empresa por trás que lhes proporciona o ordenado e material. Porquê estas empresas assumem essa despesa? Porque o estado português aluga o espaço onde têm os bares de praia com a contrapartida de assumirem a assistência das praias.

Agora imagine que tem essa despesa e chega alguém que não tem despesa nenhuma e começa a vender aos seus potenciais clientes? O que fazia?

Na próxima vez que estiver na praia pense nisto e seja justo. Porque não dar a ganhar a quem garante a nossa segurança.

Mas se se encontrar numa praia sem assistência, aí sim se lhe apetece uma bola de berlim, porque não comprar e saborear.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Os donos das Berlengas.

(Berlengas no ano de 1897)
 
No ano de 1906 os proprietários das Berlengas propoêm a venda destas ao governo português. O governo português não mostrou interesse e os proprietários entregam a sua venda a uma casa comercial estrangeira. As negociações com a Alemanha começam pretendendo estes fazer uma estação naval e um depósito de carvão. O estado português não consentia sendo proprietário da fortaleza. Segundo os entendidos da época as berlengas serviam para sanatório ou mesmo a construção de casas de correcção agrícolas para menores. Segundo o mesmo artigo de jornal os donos das Berlengas eram os herdeiros de José Maria Monteiro falecido em Peniche no ano de 1896.


domingo, 16 de junho de 2013

Viveiros de Lagosta em 1968.

(Lota de Peniche)
 
Peniche e arredores viviam intensamente da lagosta. Quarenta e um viveiros encontravam-se registados nesse ano. Desses viveiros destacavam-se os viveiros dos cortiçais, filipe, teresinha, camaroa, marinho e maria goreti pelo tamanho dos seus viveiros. Como concessões mais antigas havia os viveiros do baleal, s. joaquim, senhora dos remédios, senhora do calvário e papoa, todos a funcionar desde a década dos anos 30. Relativamente ao número de lagostas e lavagantes os cortiçais destacavam-se de todos os outros com mais de 16.000 lagostas, seguido do baleal e camaroa com cerca de 7.000 lagostas.
 
O preço médio de venda deste marisco andava na ordem dos 120 escudos, mas nos viveiros de ana isabel, aventureiro, mário jorge e filipe terceiro chegavam aos 170 escudos.
 
Todos estes números se baseiam em registos oficiais não contemplando a possível diferença entre oficial e não oficial.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pesca em Peniche no ano de 1969

 
(Lota antiga - Lagostas)
 
No ano de 1969 havia em atividade no porto de Peniche 380 embarcações de pesca. Destas, 14 possuiam entre as 51 e as 100 toneladas de arqueação, 50 possuiam motores com potências entre os 201 e os 500 cavalos.
 
Relativamente aos pescadores, o porto de Peniche registava um total de 4771 pescadores inscritos, dos quais 2843 faziam-se ao mar regularmente.