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sábado, 1 de outubro de 2016

Viagem à Costa Vicentina e Alentejana

Decidi, este final de Setembro, com a minha cara metade conhecer outras paragens as quais nunca tinha visitado. Para esse efeito comecei a pesquisar sobre os locais que potencialmente iria visitar. Após muita pesquisa, opiniões e fotos planeei o percurso e aí fui eu na minha carrinha. Tal como me ajudaram com as suas experiências espero que a minha ajude alguém nas suas decisões, embora esta seja apenas e apenas a minha opinião e acredito que muitas opiniões poderão ser contrárias.

Para começar decidi ir para sul pelas estradas sem portagens, não só para poupar assim como passar pelo país real. Acabei por sair de Peniche e dirigir-me a Vila Franca de Xira e ali passar a ponte. Logo a seguir uma estrada espectacular sempre a rolar. Antes de Alcácer do Sal um contratempo, um grande parafuso num dos pneus da frente, nada que duas horas numa oficina de beira de estrada não consertasse.

Ao passar Alcácer do Sal apanhei a pior estrada que alguma vez andei, a nacional 120, foi um martírio, se poderem evitem está mesmo em mau estado. Ao fim de algumas horas lá cheguei à primeira paragem, Praia de São Torpes em Sines, pois a viagem incluía fazer umas ondas em outras paragens. Tive azar, o mar quase que não se mexia. Próxima paragem Porto Corvo, localidade muito pitoresca com uma rua principal muito agradável, mas o silêncio era tanto a meio da tarde que dava para ouvir as conversas das pessoas ao telemóvel :). Para conversar sussurramos para não ouvirem o que falávamos. Óptimo sitio para pernoitar em autocaravana pois até quase no centro existe um parque livre.

Após uma pequena despesa lá fomos para Vila Nova de Milfontes, onde procurei sitio para pernoitar mas autocaravanas nem sinal. Os sítios por onde andei não permitiam a pernoita e mesmo sendo um sitio agradável e pensar em jantar num restaurante local acabei por ir embora pois quem não nos trata bem também não me vê a cor. Se existe local deve ser para trás do sol posto. Querem tudo e acabam por ficar sem nada. Vale a pena visitar a praia do mar pelas pirâmides que os visitantes fazem com as pedras, também lá deixei a minha.

Zambujeira do Mar foi a paragem seguinte. Aqui fui enganado pois acabei por pensar que tratavam bem os caravanistas, acabando por jantar num dos seus restaurantes (Ti Vitória), que por sinal fui novamente enganado. Desta vez, embora tenha tido uma boa refeição e ter um atendimento impecável, questionaram-me se queria uma salada, a qual tinha alface e tomate e pouco mais, como pensei que estava incluída no prato acedi sendo-me cobrado posteriormente (5 Euros). Quando cheguei ao local de pernoita no parque da Praia dos Alteirinhos, reparei que possuía um obstáculo em altura, mas como a carrinha é baixa passei e como já era de noite acabei por ficar sozinho num parque enorme. Também é um sitio muito agradável para visitar.

Odeceixe foi a seguinte, sendo um povoado agradável e merece uma visita. A praia de Odeceixe tem óptimos locais para pernoitar com vista excelente e gostei bastante da praia e do rio que ali desagua. Só um conselho, não deixam à praia com o veículo, deixem-no na parte superior pois a estrada é muito inclinada e não tem muito espaço para estacionar.

Seguidamente a Arrifana, talvez o local que visitei que mais gostei, possivelmente por ter feito o gosto à prancha, mas também pelo ambiente, com um bom número de turistas (estrangeiros), muito parecido com Peniche, mas em número muito, mas muito inferior. Chegada à noite tudo fechado, estranhei pois aquele pessoal tinha desaparecido, após algumas conversas informaram-me que não saem à noite, mas também não existe nada aberto :). Após algum esforço lá descobri um local para comer, pequeno mas muito acolhedor com alguns turistas bem regados e que aconselho a visitar (Tasca da Arrifana), onde acabei a noite. Relativamente aos caravanistas, embora nos sítios principais seja proibido a pernoita é muito fácil arranjar local junto à costa. Para irem para a praia têm de comer dois frangos pois a estrada é muito inclinada e como é difícil levar o carro custou-me bastante carregar com a prancha principalmente na volta.

A viagem estava a acabar e como São Torpes poderia ter umas ondas voltei para cima. A Praia de São Torpes foi de todas a que mais me impressionou, mas pela negativa. Para quem defende um Porto Comercial em Peniche tenha vergonha, aquela praia fede a gasóleo, a areia é um misto de areia suja com petróleo, para não falar que com uma boa ondulação apenas um pico estava a funcionar. A juntar a isto tudo os bares de praia todos fechados, devem estar ricos para estarem encerrados em Setembro com um calor espectacular. Para quem não conhece e devido à orientação da barra do porto é muito parecida com o nosso Molhe Leste e Super-Tubos. A juntar a isto tudo um ambiente de zona super industrializada. Intragável. 

Resumindo, a viagem no seu todo é muito interessante. Ao contrário de Peniche estas paragens estavam quase vazias, muitos restaurantes, lojas e bares fechados. Questiono-me como é que sítios que sempre ouvi falar como super turísticos, no fim de Setembro e com temperaturas nos 30´s e à noite nos 25 graus estavam naquele vazio. Será que Peniche não estará a ficar mal habituada?

sábado, 29 de março de 2014

Rota das Igrejas.

 
Com base na mensagem anterior sobre os morangos, temos também um caso com a nossa Câmara Municipal, mas neste caso a Rota das Igrejas.
 
Todos os anos a Câmara Municipal abre as nossas igrejas ao turísmo, o que acho uma excelente ideia, ajudando a mostrar os nossos belíssimos monumentos, mas existe um mas e que passa ao lado de quem faz esta rota...as pessoas que se encontram a guardar as igrejas.
 
Estas pessoas que não passam de meros vigilantes, pois não recebem qualquer tipo de formação, são trabalhadores angariados no fundo de desemprego, de todas as áeas de atividade, grande maioria deles a receber na média dos 200 euros mensais de subsidio. E não pode ser qualquer pessoa tem de ser com formação superior e de preferência senhoras, pois ficam melhor com as tonalidades das igrejas.
 
A câmara compensa com pouco mais de 100 euros, ficando as mesmas a receber pouco mais de 300 euros, o que é bastante bom para a câmara municipal. Ter a seu cargo pessoas com formação superior, a trabalhar aos fim-de-semana e feriados, incluindo períodos noturnos, sem receber mais por isso, é um achado que não vejo ser permitido em outros lados. E mais uma coisa, as igrejas não são todas em Peniche logo ainda estes valentes trabalhadores têm que ter automóvel para se poderem deslocar para todo o concelho a espensas próprias tal é o ordenado que recebem.
 
Tenho pena que quem seja responsável por esta belissima ideia não coloque nessa rota a sua família, que deixe numa igreja sozinha à noite a sua esposa ou namorada, pois apenas se encontra uma por igreja, arriscando assim a que quem apareça a visitar seja bemfeitor e não o contrário. Muitas senhoras acabam por arranjar baixas médicas ou chamar os maridos/amigos para lhes fazerem companhia tal é o terror de estarem sozinhas sujeitas ao que lhe pode entrar no local, para não falar que uma igreja à noite sem mais ninguém impõe respeito.
 
Tenham respeito pelas pessoas. Querem trabalhadores contratem e paguem condignamente com as funções e horários pretendidos, proponham contratos a essas pessoas que vão buscar e paguem como manda a lei, não escravizem por favor.