terça-feira, 14 de maio de 2013

O primeiro motor marítimo em Peniche.

(sem correspondência com o texto)
 
No ano de 1912 regista-se em Peniche a primeira embarcação de pesca com motor. A Sociedade Piscatória Luzitana Limitada mandou construir na Praia do Seixal a António Avelino Rocha Júnior um barco com motor a gasolina (sistema ballot) e 10,5 metros de comprimento pela qual pagou 450 mil reis.
 
Recebe o registo 111E57F com o nome de "Celeste".

domingo, 12 de maio de 2013

Emigrar - Documentos necessários.

 
Para emigrar de Portugal, no século XIX, eram precisos determinados documentos conforme a idade e estado civil. Entre outros encontravam-se os seguintes:
 
No caso de ser solteiro e querer emigrar sem os progenitores:
 
. Certidão com idade devido ao recrutamento militar (18 aos 25 anos);
. Atestado do administrador do concelho declarando se o solteiro era orfão ou não;
. Em caso de ser orfão, o concensso por escrito dos tutores ou curadores;
. Não ser criminoso ou em investigação pela polícia;
. Certidão que não possuisse dividas às finanças ou repartições.
 
No caso de ser casado e querer levar a familia:
 
. Certidão emitida pelo administrador do concelho informando as identificações de todos e parentescos;
. Certidão com identificação dos filhos varões;
 
Casado mas não querendo levar a familia:
 
Documentos autenticado pelo administrador do concelho em que a familia não se opôe à saída;
 
Com tanta emigração atualmente não sei se alguns documentos destes não deveriam voltar a ser necessários, pelo menos evitavam-se muitas confusões...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Emigração Portuguesa no Século XIX

 
No ano de 1844 o transporte de emigrantes era desumano e selvagem. Muitos são os casos de emigrantes portugueses deixados a morrer à fome pelos capitães dos navios que transportavam estas gentes como se transportava gado. A busca de uma vida melhor em países estrangeiros muitas vezes tornava-se um inferno e por vezes representava o fim de uma vida.
 
Neste mesmo ano o transporte marítimo de emigrantes sofre regulamentação pelo reino de Portugal, assim os comandantes tinham que cumprir determinadas regras, entre elas as seguintes:
 
- Navios com mais de 30 passageiros eram obrigados a ter a bordo um médico ou cirurgião e respectivos medicamentos;
- Obrigatório passaporte para embarcar;
- Acomodações para todos os passageiros, alimentação e água suficiente para a viagem;
- Após chegar ao porto de destino contactar o agente consular português e deixar sair todos os passageiros;
- Registo e entrega de lista de passageiros ao capitão do porto de saída;
- Por cada 5 toneladas de arqueação apenas pode embarcar 2 passageiros;

terça-feira, 7 de maio de 2013

Livros Proibidos.

 
No ano de 1809 José Nicolau da Silva Franco, natural e residente em Peniche é apresentado perante a Inquisição. Professor de gramática e língua latina é acusado de heresia e leitura de livros proibidos.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Pescador desaparecido no mar de Porto Novo (Lourinhã).

Embarcação "Mestre Horácio"

Local do desaparecimento

Patrulhao "Viana do Castelo"
 
Mais um trabalhador do mar desapareceu nas águas quando se encontrava a trabalhar para ganhar o seu sustento. Desta vez o azar calhou a um pescador da embarcação de pesca cercadora  F-89-C "Mestre Horácio", registo de Faro mas com porto de armamento em Peniche. Anteriormente denominada "Poema do Mar" encontrava-se a largar a rede quando o pior aconteceu, um dos tripulantes caíu à água e desapareceu. O alerta foi dado e as autoridades posicionaram-se no terreno. Salva-vidas de Peniche e Ericeira, e elementos da Polícia Marítima por terra iniciaram buscas.
 
Durante o dia o patrulhão "Viana do Castelo" junta-se às buscas e faz deslocar para o local uma equipa de mergulhadores da armada a bordo da lancha da Polícia Marítima de Peniche, realizado mergulho no local de 30 metros de profundidade sem conseguir vislumbrar algo de registo. Também por ar a área é alvo de buscas mas sem sucesso.
 
Mais uma vida foi levada pelo nosso mar sem nada que possamos fazer a não ser lamentar e esperar que o mar devolva o que a terra pertence.