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sexta-feira, 14 de março de 2014

Portugal em Peixes no Seculo XVIII.

 
No ano de 1762 a obra "Mappa de Portugal Antigo e Moderno" descreve o nosso país. Aqui uns breves trechos desta obra:
 
"Quanto ao peixe, além de o gabar Marinco Siculo, e Botero, tem Portugal razão forçosa para o ter em abundância, e muito saboroso, por ser um país verdadeiramente marítimo, lançado e estendido pela costa do Oceano, onde o mar continuamente e está regalando de diferentes peixes, uns maiores, outros menores, merecendo especial memória os deliciosos Salmões do Minho: as gabadas azevias de Alhandra: os raros solhos, e tainhas do Sado: os saborosos Saveis, e Lampreias do Mondego, e Coa: as Douradas, Escolares, e Atum do Algarve: os Salmonetes, Linguados, Rodovalhos, Bezugos, e Sardas de Setubal: as admiráveis Trutas, e Mugens da Beira, e Minho, as selectas Bogas, Barbos e Escalhos de Alviela: os Ruivos de S. João da Foz, e Vila do Conde: as famosas Pescadas, e Corvinas de Sesimbra, Cascais, Ericeira, Caminha, e Esposende: os Congros, e Robalos de Peniche, e Buarcos: os Safios, Eirozes, Cacbuchos, e Gorazes do Tejo."
 
"E que diremos da montaria, e caça real? Sem encarecimento Castela não a tem melhor. Admiráveis são as Corças, e Cervos da serra do Algarve: os Veados das Serras de Mertola, Portel, Almeirim, Arrábida, Sintra, e tapa de Vila Viçosa: Javalis da Tapada, Pinheiro, serras de Portel, Vascão, Grandola, e Alcacer: Lebres, e Coelhos das Berlengas, Alcântara, e Nossa Senhora do Cabo, pelo especial gosto, que lhe causa o pasto de perexil."
 
 
No Século XVIII Peniche era conhecido pelos seus Safios, Robalos, Lebres e Coelhos.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pesca lúdica - Douradas.


O Porto de Peniche atualmente é uma maternidade. Não é preciso muito tempo para quem observa a água, encontrar douradas, carapaus, safias, salemas, robalos, etc., todos eles de pequeno tamanho. A abundância de peixe que cai das embarcações quando em descarga proporciona uma fonte elevada de alimentação e juntando a proibição de pescar no interior do porto veio proporcionar o crescimento destes juvenis e assim ajudar a proliferar as espécies nas imediações.
 

Mas nem todos os pescadores lúdicos têm a dignidade de deixar crescer para reproduzir e assim apanhar mais e maior. Não é muito difícil ver de vez em quando uns "anormais" a pescar para o interior do porto. O que apanham? Todos os peixes que estão acima referidos e na sua quase totalidade sem tamanho. Muitos deles excedem pouco dos 10 centímetros, tal como estas douradas com tamanho médio de 15 centímetros. A dourada tem que ter pelo menos 19 centímetros de comprimento e o robalo 36. Estes tamanhos mínimos são definidos pelos biólogos, pois apenas com estes tamanhos o peixe se reproduz. É fácil fazer contas, se eles não chegam a este tamanho não se reproduzem, logo o peixe desaparece.
 
 
Mas a Polícia Marítima tem intervindo nesta questão, já tendo aplicado coimas a alguns "inergumeros" que nunca são abaixo dos 250 euros.