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quarta-feira, 6 de março de 2013

Revolta da Armada Brasileira em Peniche

Peniche em 1894 - vapor "Angola"
 
Em 1891 o Brasil sofria uma forte crise institucional e financeira promovendo uma revolta na Marinha Brasileira. A consequência foi a demissão do então presidente da republica.
Mas Peniche vê-se envolvido com a segunda revolta da Armada que aconteceu em 1893, mais uma vez a armada revolta-se desta vez pelo pequeno prestigio da Marinha em relação ao Exército Brasileiro. Mas a revolta não correu como o esperado e em Março de 1894 a rebelião foi eliminada.
 
Peniche entra então na história brasileira, os rebeldes que não ficaram em terras brasileiras são transportadas para Portugal em número de 148, entre eles alguns portugueses, a bordo do vapor "Pedro III". O grupo era constituído por diversos militares da marinha e guarda nacional.
 
No dia 02 de Junho a bordo do vapor "Angola" são dirigidos para Peniche, exceptuando os oficiais que foram para Elvas devido à falta de condições em Peniche para acolhê-los.
 
Mais uma vez Peniche é utilizado para instalar grupos de pessoas que estão deslocalizadas das suas terras e tradições.
 
Também, mais uma vez, o museu de Peniche não possui qualquer referência a este episódio (presumo eu). Com um pouco de estudo e trabalho teríamos o melhor museu nacional do mar.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Heroína Brasileira ao largo das Berlengas.

 
Esta história passou-se ao largo das Berlengas. Uma brasileira de nome Rosa Maria de Sequeira, nascida em São Paulo, Brasil no ano de 1690, casou-se com o portugês desembargador António da Cunha Souto Maior. Após o seu esposo cumprir as suas funções embarcarão para Portugal em Dezembro de 1713.
 
No dia 20 de Março de 1714, a nau "Nª Srª do Carmo, S. Elias e D. Rosa" avista ao largo das Berlengas três navios corsários argelinos, que infestavam as águas portuguesas para roubar, matar e raptar cristãos. O combate naval precipitou-se de imediato e todos os homens tomaram os seus lugares, enquanto Rosa Maria, ao contrário de outras senhoras que se escondiam, participava na batalha, ora passando as armas a uns, trazendo polvora a outros e motivando combatentes com as palavras "Viva a fé de Cristo". A batalha durou dois dias tendo a heroina brasileira afrontado todo o tipo de perigos, nunca parando nem mesmo de noite, aprontando o material de guerra para o dia seguinte.
 
O que salta à vista da escrita desta história é que no mesmo texto faz referência de judeus a bordo da nau, os quais vinham presos para serem apresentados ao santo ofício. Durante a batalha Rosa Maria mandava-os calar porque eles desejavam o triumpho dos argelinos.
 
A nau acabou por entrar em Lisboa em 22 de Março, não se sabendo mais sobre esta história...