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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Mirones do Mau Tempo.

 
Passa-se algo na cabeça das pessoas. Algo que não entendo pois vai contra tudo o que nos dizem as regras e o nosso instinto de sobrevivência. As autoridades e a comunicação social avisam sobre possíveis perigos que podem ocorrer na orla marítima e os cabeças pensantes deslocam-se exactamente para o local e hora para onde não se deveriam dirigir, a costa junto ao mar. Sou eu que estou mal ao não me deslocar para um local de perigo conforme é pedido? ou a população é determinantemente burrinha???
 
É vê-los nos seus fatos de domingo todos contentes a apontar para as ondas, acompanhados por crianças e bebés, a tirar fotografias, a fazer caretas, e dando as suas perspicazes sentenças de doutor ou engenheiro.
 
Acordem!!! Se o mar tantas vezes traiçoeiro aparecer, como por vezes acontece, levando e destruindo tudo, como por vezes faz a toneladas de betão que mais parecem pedaços de plástico, não vão ter hipótese. Simplesmente desaparecem.
 
Depois os que sobreviverem vão culpar o estado porque ninguém colocou placas e avisos a sinalizar que o mar poderia chegar aos excelentes lugares que arranjaram.
 
O que aprendi com isto tudo? Por vezes mais vale manter a população na ignorância.

sábado, 8 de junho de 2013

Doenças de Peniche em 1817.

(Publicação de 1897)
 
Fernando Antonio Cardoso era cirurgião em Peniche no ano de 1817.  Nesse mesmo ano escreve um artigo sobre uma doença, a paranicia ou paroníquia. Segundo os seus relatos os penicheiros eram muito afetados por esta doença que era compreendida por uma infeção nos dedos. A infeção destruia os tendões e falanges dos dedos, sendo tratada na altura com compressas de miolo de pão em água fervida e outras substâncias.
 
Segundo o mesmo cirurgião esta doença atacava quem mexia muito com água, alimentava-se mal e possuía uma enorme falta de higiene, o que acontecia muito em Peniche naqueles tempos.