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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Palmeiras.


Não podia deixar passar esta infelicidade sem me referir à perca de identidade que Peniche tem vindo a sofrer. As nossas palmeiras estão a ser alvo de corte devido a um animalinho que consegue ser um David e derruba um Golias.

Normalmente o ser humano tem como reacção arranjar um culpado mas todo o país tem sofrido deste mal.


Assim basta ponderar sobre o assunto e medir os prós e contras, chegando à conclusão que o abate é o mais certo a fazer substituindo as mesmas por árvores que façam parte da nossa flora. Julgo que o valor necessário para manter as palmeiras, pois teria que ser um valor anual a juntar às caóticas finanças da câmara, não se justificam, tendo nós que escolher o que mais falta nos faz.

Embora seja a minha opinião pessoal não me esqueço da felicidade que estás árvores me proporcionaram com a utilização dos seus frutos. As bolotas serviam de munições para as nossas armas (tubos brancos para fios de electricidade), muitas delas com miras e nas mais diversas cores. Felizes tempos em que estes gigantes estavam sempre presentes. 

sábado, 8 de junho de 2013

Doenças de Peniche em 1817.

(Publicação de 1897)
 
Fernando Antonio Cardoso era cirurgião em Peniche no ano de 1817.  Nesse mesmo ano escreve um artigo sobre uma doença, a paranicia ou paroníquia. Segundo os seus relatos os penicheiros eram muito afetados por esta doença que era compreendida por uma infeção nos dedos. A infeção destruia os tendões e falanges dos dedos, sendo tratada na altura com compressas de miolo de pão em água fervida e outras substâncias.
 
Segundo o mesmo cirurgião esta doença atacava quem mexia muito com água, alimentava-se mal e possuía uma enorme falta de higiene, o que acontecia muito em Peniche naqueles tempos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013