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segunda-feira, 20 de maio de 2013

O porto sazonal das Berlengas no ano de 2013.

 
(Cais da Berlenga no Carreiro do Mosteiro)
 
Todos os anos é emitido um edital da Capitania do Porto de Peniche comunicando o período que permite a navegação de embarcações da classe 5 até à ilha da Berlenga.
 
Este ano, esta classe de embarcações pode navegar até à ilha com partida do porto de Peniche do dia 18 de Maio até ao dia 29 de Setembro.
 
A classe 5 define que uma embarcação possa navegar até 3 milhas náuticas de um porto. Juntando as 3 milhas náuticas do porto de Peniche com as 3 milhas náuticas do porto sazonal das Berlengas, dá um total de 6 milhas náuticas, permitindo assim que se possa fazer a travessia. Quer dizer, existe cerca de 1/2 milha entre as duas áreas, pois os dois portos encontram-se a cerca de 6,5 milhas, mas a tradição é que manda...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Adágios de Julho.

ADÁGIOS DE JULHO


Em julho reina o gorgulho.
Quem trabalha em julho para si trabalha.
Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.
Quem em julho ara e fia, ouro cria.
Deus ajudando, vai em julho mercando.
A geira de maio vale os bois e o carro, e de julho, vale os bois e o jugo.
Junho, julho e agosto, senhora, não sou vosso.
Dia de S. Vicente, toda a água é quente (19).
Pela Madalena, recorre tua figueira (22).
Dia de Santiago, vai à vinha, acharás bago (25).
Por Santiago, na vinha junta o bago.
Por Santa Ana, limpa a pragana (26).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A tradição do Bom Jesus do Carvalhal.


Muitos penicheiros tinham a tradição de visitar a igreja do Senhor Jesus do Carvalhal em grandes romarias que demoravam dois dias. Destes cirios constavam os do Ramalhal, Ermigueira, Maxial, Ribeira de Palheiros, Pêro Moniz, Cadaval, Atouguia da Baleia, Ferrel, Óbidos, Tornada e Bombarral, mas os mais antigos a realizar a romaria são os círios de Peniche e Torres Vedras.

Segundo consta, a imagem venerada foi encontrada na Atouguia da Baleia por um habitante do Carvalhal. Logo os habitantes de Peniche e Atouguia quiseram reclamar como sua a imagem, mas após um disputa foi dada razão ao achador que levou a mesma para a sua terra natal onde foi levantado um templo no local onde se encontrava uma ermida de S. Pedro. A ermida foi deixada no interior do templo até este último estar concluido sendo destruida após a conclusão deste.