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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O Rei nas Berlengas.

Quadro de José Malhoa

No ano de 1886 a Berlenga teve uma grande visita. Essa visita foi feita pelo príncipe real de Portugal D. Carlos I que mais tarde viria a ser coroado rei.

Na comunicação social de então foi noticiado que o príncipe foi às Berlengas para pescar e caçar. refere ainda que parte da ilha se encontrava plantada, existiam duas fontes de água fresquíssima, uma na praia da fortaleza e uma no carreiro. Nesse ano ainda existiam as ruínas do convento assim como a  existência de uma gruta onde os frades se colocavam de vigia para avistar a presença de navios de mouros. Refere ainda que a fortaleza encontrava-se guarnecida com cinco praças (militares) reformados.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Convento de São Bernardino

(Praia de São Bernardino alguns anos atrás)
 
Numa descrição de 1893 refere que o convento de São Bernardino possuía um pinhal que partia do convento até à costa. Na capela jaziam os restos mortais de Frei João de Ataíde, Dona Joana de Távora, condessa da Atouguia e esposa de D. Luís de Ataíde, filha de Luís Álvares de Távora e Filipa de Vilhena, sepultada em 1570, assim como duas filhas de D. Luís de Ataíde. Junto do cruzeiro de São Bernardino foi enterrado D. Jaime d´Eça.
 
Os condes da Atouguia foram durante muitos anos protetores deste Convento, mas D. Luís de Ataíde fundou em Peniche, no mesmo ano da morte da esposa, o Convento do Bom Jesus.
 
Pedaços de história de Peniche.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Mouros em Peniche.

 
 
 
Em 10 de Outubro de 1677 o convento de S. Bernardino é alvo de assalto por uma guarnição moura que havia fundeado frente daquela localidade.
 
Achavam-se no convento um grupo de sapateiros que ali se haviam deslocado para fazer calçado para os monges. Levantando-se de madrugada, lembraram-se de ir à cerca e mal haviam aberto a porta viram-se rodeados de mouros que sorrateiramente ali tinham desembarcado. Foram feridos e agarrados tentando os piratas transporta-los para as embarcações. Mas durante o combate o mestre sapateiro gritou pelos frades para que os acudissem. Os frades julgando que os artífices se tinham envolvido em zaragata, encontrando-se um dos frades a rezar na varanda pediu as chaves da porta que do claustro dava para a divisão dos sapateiros para os apaziguar, mas ao abrir a porta um mouro vibrou a sua espada contra a sua imagem tendo o frade movimentado-se evitando uma morte certa, ficando apenas com o capuz cortado. Como o mouro lhe tapava a fuga pela porta que abrira, fugiu conseguindo esconder-se por baixo de umas parreiras, conseguindo passar despercebido aos muitos mouros que por ali andavam. Ao verificar que se encontrava só ocorreu ao Lugar da Estrada para chamar a população, pois ao deixar a porta aberta do claustro com certeza que os restantes frades se deveriam encontrar todos mortos. Os restantes frades ao aperceberem-se que o convento havia sido invadido por infiéis, fecharam-se nos dormitórios e picaram o sino a rebate. No interior dos dormitórios fingiram ser soldados e através de palavras de ordem militar e muito barulho, conseguiram iludir os mouros que desmobilizaram e fugiram. Tudo isto aconteceu porque os mouros em número de 40 apenas queriam roubar e não realizar uma batalha, tendo fugido nas duas lanchas que tinham na margem de S. Bernardino. Ao rebate dos sinos, ocorreu muita gente da localidade ali próxima, mas apenas quando os mouros já se faziam à vela, desculpando-se que não tinham entendido o toque dos sinos e que o medo os impediu de mostrar a sua força.
Da invasão resultou na destruição de muitas imagens assim como a recolha de uvas e outros legumes que se encontravam na horta. De toda esta ação ficou apenas como recordação um barrete que um dos mouros deixou para trás.
 
Digno de um filme caso tivessemos uma verdadeira indústria cinematográfica...