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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Embarcação "Berlenga" da Capitania do Porto de Peniche.


A embarcação "Berlenga" que realiza todas as semanas do ano a travessia de Peniche para a ilha de Berlenga, faz esta missão desde a década de 40. Assim verifica-se que a mesma já fez mais de 70 anos de idade e parece querer continuar.

Mas a embarcação já teve uma alcunha que caiu em desuso. Nos primeiros anos era conhecida como o gasolinas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O Rei nas Berlengas.

Quadro de José Malhoa

No ano de 1886 a Berlenga teve uma grande visita. Essa visita foi feita pelo príncipe real de Portugal D. Carlos I que mais tarde viria a ser coroado rei.

Na comunicação social de então foi noticiado que o príncipe foi às Berlengas para pescar e caçar. refere ainda que parte da ilha se encontrava plantada, existiam duas fontes de água fresquíssima, uma na praia da fortaleza e uma no carreiro. Nesse ano ainda existiam as ruínas do convento assim como a  existência de uma gruta onde os frades se colocavam de vigia para avistar a presença de navios de mouros. Refere ainda que a fortaleza encontrava-se guarnecida com cinco praças (militares) reformados.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tráfego Marítimo em Peniche.

(Berlenga no ano de 1953)

No ano de 1875 o pequeno porto de Peniche recebeu 182 navios à vela e 3 a vapor. 172 eram portugueses, 10 eram espanhóis e 3 eram ingleses.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Armações de Pesca.

(1897)

No ano de 1889 dá-se em Peniche uma manifestação da população. O pretendido passava por ser autorizada a colocação de armações na Berlenga e Farilhão. Juntam-se mais de 2000 manifestantes.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Castelo do Conde (1592).

(Costa de Peniche em 1592)

Mas não é só a denominação de "Nova Lisboa" que adoraria saber porque aparece no mapa. Também em Peniche aparece no ano de 1592 a descrição de "Castelo do Conde", à Berlenga é atribuído o nome de Berelenga e a Ericeira tem o nome de Círiceira.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Lusitanos em Peniche.

(Viriato - Chefe dos Lusitanos)

Cláudio Ptolomeu (cientista grego que viveu em Alexandria) refere-se numa das suas obras, à zona centro do País. Nesses escritos refere que frente a um Promontório (cabo) situa uma ilha chamada de Londobris, local para onde se retiraram os lusitanos após as legiões romanas terem invadido os montes hermínios (atual Serra da Estrela). Os lusitanos acabam por lutar nessa ilha e todos são mortos ficando os seus corpos por toda a ilha. Apenas um deles consegue salvar-se nadando para terra.

Sabendo de antemão que Peniche era uma ilha certamente Ptolomeu se referia a Peniche e não à Berlenga como aparece descrito em algumas referências.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Guerra Peninsular e a Berlenga.

(Forte da Berlenga antes de 1953)

Durante a Guerra Peninsular o Forte de São João Baptista foi utilizado para cárcere de prisioneiros de guerra franceses. Muitos fins tiveram estas muralhas...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Combate Naval em Peniche II.

 
Em Fevereiro de 2012 coloquei uma mensagem neste blog sobre uma batalha ocorrida no ano de 1591 nos mares de Peniche. Como complemento junto mais alguma informação:
 
 


George Clifford
Conhecida como a Batalha das Ilhas Berlengas, esta batalha ocorreu no dia 15 de Julho de 1591 durante a guerra anglo-espanhola. Foi travada entre um esquadrão de cinco navios corsários ingleses, capitaneados por George Clifford, 3.º Earl of Cumberland, tendo como segundo no comando Sir William Monson of Stuart, e cinco galeras espanholas comandadas por Don Francisco Coloma que se encontravam em Peniche. Nesta data Portugal era pertença do reino espanhol.
 
O corsário inglês dirigia-se para o Cabo de São Vicente quando foi abordado no mar das Berlengas pelo General da Armada de Guarda Costa, conseguindo os espanhois capturar 3 navios e 150 homens, entre os quais Sir William Stuart, futuro Almirante da Royal Navy.
 
Os prisioneiros foram transportados para Lisboa e Cascais onde permaneceram presos durante dois anos.
 
 
(Brasão de Armas de George Clifford)
 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Parque de Campismo da Berlenga.

(Socalco da Berlenga este verão)
 
Não querendo denegrir ninguém como fazem outros bloggers, pois apenas acredito em pessoas e não em partidos, tem esta mensagem o objectivo construtivo de apenas chamar a atenção para o que se passa à alguns anos a esta parte no parque de campismo da berlenga.
 
Como acontece todos os anos, mais uma vez pernoitei na berlenga. O engraçado disto e julgo eu que não tem piada nenhuma, reparei que de alguns anos para cá, o parque de campismo tem perdido alguns tipos de turistas. Neste caso o turismo responsável, pois a não ser miudos que têm como obectivo beber até cair, o turista com familia, crianças, casais mais velhos, deixou de passar férias no parque.
 
Esta situação tem vindo a piorar cada ver mais, os grupos de miudos têm ao longo dos anos conseguido afastar qualquer outro tipo de pessoas. O lixo, os berros, as bebedeiras e vomitados durante toda a noite torna a pernoita na berlenga quase impossivel de aturar. E caso alguém lhes faça frente acabam por fazer pior.
 
Com isto tudo o parque (Câmara e Reserva) têm perdido muito dinheiro, pois para além de não receber tantos turistas, ainda muitos indivíduos saltam de socalco em socalco sem pagar um chavo, pois não existe um controlo efetivo. Construam uma residência no local (onde estava a antiga casa de madeira) e coloquem um segurança que faça cumprir as regras de um parque de campismo, chamando assim muitos mais amantes civilizados da berlenga.
 
Muitos miudos são civilizados e não estão incluidos no acima referido :)


sábado, 23 de março de 2013

Pescadores Guerreiros.

Corsários franceses
 
No dia 03 de Julho de 1798, João Gonçalves natural de Olhão, mestre de um caíque saiu de Faro com peixe tendo como destino o porto de Lisboa.
 
Durante a viagem avistou um iate, ao largo do Cabo de Santa Maria, com bandeira portuguesa. Estranhando o facto colocou-se a bordo de uma lancha acompanhado pelos seus pescadores armados até aos dentes e abordou o iate, do qual não houve qualquer resistência por parte de quatro franceses e dois portugueses que se encontravam a bordo.
 
Apossou-se do navio e rebocou-o para Lisboa, visto o mesmo ter sido apresado por um corsário francês junto à Berlenga Grande, quando fazia viagem de Viana do Castelo para Lisboa com carga de madeira.
 

sábado, 7 de julho de 2012

Peniche no Ministério das Finanças.


No ano de 1842, Peniche aparece algumas vezes no planeamento do orçamento do então "Ministério da Fazenda":

Alfândega de Peniche - Empregados de diversas classes e vencimentos - 2.106$000
Faróis - Inspector do Farol de Peniche - 64$000
Faróis - Guarda do Farol de Peniche - 116$800
Faroís - Guardas do Farol da Berlenga - 350$400 + 350$400
Guarda a Cavalo do Posto de Peniche - 328$500
Farol de Peniche - 4.359$00

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Torres na Berlenga - Prisão Militar.

(Vista Oeste da Berlenga e Estelas)

Em decreto de 1664 e tendo em vista a disciplina militar, o ministro da justiça de Portugal promulga uma lei relativa a furtos por parte de soldados. A pena de furto levava à aplicação da pena capital e visto haver soldados que praticavam furtos de pequeno valor era preciso aplicar uma pena de menor gravidade para não os deixar impunes.
Refere o decreto que em casos de menor gravidade "... sejam presos e levados às torres da Berlenga ou Cabeça Seca ..."

Supondo que as torres referidas sejam na berlenga, estas deveriam ser parte integrante da Fortaleza da Berlenga, que tudo indica em 1655 já se encontrava em construção. Ainda na base das suposições, parte da guarnição da fortaleza aquando da célebre batalha, em 1666, contra os espanhois deveria ser composta por pequenos criminosos que para alí eram mandados.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Naufrágios em Peniche.



Desde que me lembro que o tema dos naufrágios exerce sobre mim algo que não consigo explicar. Talvez por na infância ter sido sujeito a muitos filmes de piratas e navios em conjugação com a infãncia passada em Peniche que não deixa distânciar este pensamento sempre que obervo o mar. Muitos de nós devem ter na infância passado pelas brincadeiras de corsários e piratas, com as suas espadas e combates mas tendo como ingrediente principal a descoberta de tesouros escondidos em pequenas praias, grutas ou cavidades. Muitas horas de diversão proporcionaram estas ideias, que talvez ainda hoje não as tenha esquecido...

De alguns anos para cá tenho dedicado parte do meu tempo livre na prospeção de provas que possam complementar as histórias já documentadas sobre naufrágios e sinistros marítimos na zona de Peniche e com embarcações de Peniche, as quais espero poder um dia elaborar um documento com tudo o que já descobri e espero que consiga prepétuar na história de Peniche.

Até ao momento, entre registos a comprovar e documentados possuo 600 a 700 naufrágios e sinistros marítimos nesta costa.

Até 1700s - 17 registos
1700 a 1800 - 47 registos
1800 a 1900 - 117 registos
1900 a 1920 - 79 registos
1920 a 1940 - 82 registos
1940 a 1960 - 65 registos
1960 a 1980 - 75 registos
1980 a 2000 - 95 registos
2000 a 2012 - 48 registos

Este trabalho nunca estará finalizado e assim caso possuam algo sobre este tema, nomeadamente fotografias, objetos que pertençam a naufrágios que estejam na posse de familiares ou mesmo documentos, não deixem de me contactar.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mergulhador desaparecido no SS "DAGO".

(Chegada após a descoberta do mergulhador)

Foi encontrado o mergulhador desaparecido em 25 de Julho de 2009 nos destroços do navio inglês "DAGO". Este navio encontra-se a cerca de 5 milhas náuticas do Cabo Carvoeiro numa profundidade de 50 metros. Durante três dias a Marinha em colaboração com a Polícia Marítima procederam a buscas no local após alerta de um mergulhador civil.

O navio "DAGO" de 3.300 toneladas foi afundado na II Guerra Mundial (15.03.1942) por um bombardeiro alemão quando navegava junto a Peniche com 37 pessoas a bordo. O navio foi atingido por 3 bombas largadas de um Focke-Wulf Fw 200 Condor Nazi, tendo 4 pessoas ficado em estado grave, mas sendo todas resgatadas com vida.

Este mesmo bombardeiro atacou ainda mais dois navios mercantes e uma corveta inglesa.