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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Caça Submarina em Peniche - Zonas Proibidas.

(Papôa - Zona onde naufragou o São Pedro de Alcântara)

Peniche tem diversas zonas onde se encontra proibida por diversas razões a actividade de pesca lúdica, na modalidade de pesca submarina mais conhecida como caça submarina. Zonas proibidas:

- Interior do porto de Peniche;
- 100 metros do canal de navegação do porto de Peniche (inicio de cada molhe);
- Raio de 100 metros do Carreiro do Cabo Carvoeiro;
- Raio de 300 metros da pedra da "Nau dos Corvos" no Cabo Carvoeiro;
- Raio de 250 metros da pedra "Linho do Mar" na Papôa;
(Esta restrição abrange a quase totalidade do lado norte da Papôa)
- Lagoa de Óbidos;
- Arquipélago das Berlengas;
- Todos os locais onde entrem ou saem embarcações, tipo rampas, zonas de ancoradouro, etc;

- No verão quando são activadas as zonas balneares (áreas com bandeira e nadadores-salvadores) é proibido exercer nessa área até a uma distância de 300 metros, no período compreendido entre as 10.00 e as 20.00 horas.

- Proibido exercer a menos de 20 metros de outro caçador, salvo acordo em contrário;
- 50 metros de uma embarcação de recreio ou artes de pesca;

Acima de tudo nos casos em que não se encontre previsto na legislação, impera o bom censo que infelizmente muita gente não possui, mas basta ter olhos na cara. Se alguma actividade já se encontra a realizar em determinada área deve evitar-se ir para essa mesma área.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Atoninhas.

 
 
 
Neto!!! tenho aqui atoninha para o jantar. Dizia o meu avô.
Palavra essa que me fazia deliciar o paladar. Até hoje uma das melhores carnes que já provei.
 
Mas... na minha inocência nunca me passou pela cabeça que aquele petisco chamado de atoninha fosse sim golfinho, aquele animal que provoca sentimento completamente divergente de alimentação. A partir do momento que assimilei nunca mais toquei nesse tipo de carne. Naquela altura a juntar a esta minha decisão, entra em vigor a decisão do estado português sobre proibição de captura de cetáceos.
 
Mas esta situação ainda não se encontra completamente acatada por todos e muito raramente acontece, mas por vezes ainda dão à costa pequenas tiras de pele de golfinho, verificando-se que o mesmo foi esquartejado. O cetáceo acima fotografado deu à costa junto à Papoa, no fim deste verão, verificando-se que o mesmo foi cortado na zona abdominal e numa das suas barbatanas. Infelizmente estes mamíferos competem com os pescadores para obter sustento e ficam por vezes presos nas redes.

domingo, 16 de junho de 2013

Viveiros de Lagosta em 1968.

(Lota de Peniche)
 
Peniche e arredores viviam intensamente da lagosta. Quarenta e um viveiros encontravam-se registados nesse ano. Desses viveiros destacavam-se os viveiros dos cortiçais, filipe, teresinha, camaroa, marinho e maria goreti pelo tamanho dos seus viveiros. Como concessões mais antigas havia os viveiros do baleal, s. joaquim, senhora dos remédios, senhora do calvário e papoa, todos a funcionar desde a década dos anos 30. Relativamente ao número de lagostas e lavagantes os cortiçais destacavam-se de todos os outros com mais de 16.000 lagostas, seguido do baleal e camaroa com cerca de 7.000 lagostas.
 
O preço médio de venda deste marisco andava na ordem dos 120 escudos, mas nos viveiros de ana isabel, aventureiro, mário jorge e filipe terceiro chegavam aos 170 escudos.
 
Todos estes números se baseiam em registos oficiais não contemplando a possível diferença entre oficial e não oficial.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vandalos em Peniche.



 
Esta semana, mais uma vez, aconteceu o que ninguém espera que aconteça. Um automóvel foi furtado, utilizado e destruido. Desta vez, alguém que não tem um minimo de respeito para com todos nós lembrou-se de utilizar e depois destruir. O que é que esta personagem ou personagens merecem?? Eu sei e não é prisão, pois duvido que sejam apanhados, merecia ou mereciam suar ou sofrer na pele cada euro que aquele proprietário teve que trabalhar para o adquirir.
 
O automóvel foi encontrado na arriba, junto ao Forte da Luz, na Papoa.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

As Galhetas e as Gaivotas.

(Corvos Marinhos junto à Papoa)

Todos os dias avistamos nos nossos céus essas bonitas aves que são conhecidas por gaivotas. Embora sejam belas aves continuam a ser denominadas como uma espécie em superpopulação, tal como os homens. Basta vê-las por quase todos os telhados das casas para o verificar.

Embora seja um grande defensor da vida animal, pois afeta-me ver gaivotas em agonia por falta de alimentação, hoje assisti a uma situação que me entristeceu, embora saiba que é a natureza no seu esplendor. Uma gaivota juvenil encontrava-se a matar uma galheta (nome atribuído aos corvos marinhos em Peniche) na água, sem que eu pudesse auxiliar. Ao disponibilizarmos alimentação às gaivotas promovemos um desiquilíbrio na natureza, promovendo que esta espécie consiga singrar sobre todas as outras.