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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

As baleias e as populações costeiras.

 
Conforme é referido numa outra mensagem neste blog, o aparecimento de baleias sem vida arrojadas na costa fazia a delicia dos localidades marítimas, pois conseguiam obter produtos aos quais não tinham acesso.
 
Mas ao contrario dos tempos atuais, em que o aparecimento de um cetáceo apenas acarreta custos, nomeadamente a necessidade de transportar para terra para não comprometer a segurança da navegação, antigamente a situação decorria muito diferentemente, conforme a notícia do ano de 1885 que abaixo transcrevo:
 
"O rebocador Victoria conseguiu encontrar a baleia que dissemos ter apparecido fóra da barra do Porto.
O guarda-mór de saúde não consentiu que a levassem para o cabedello, visto o estado de putrefacção em que ella se achava.
Como quizeram derreter a gordura do cetáceo, foi para o mar uma barca com lenha, 5 caldeiras, e 33 barris.
A baleia tem 34 metros de comprido e 8 de largura."

sexta-feira, 8 de março de 2013

Vapor Cintra naufraga na entrada da barra do Porto.

Porto em 1875
 
No dia 03 de Janeiro de 1873 dá-se mais um naufrágio na entrada da cidade do Porto. Desta vez o vapor "Cintra" que havia partido de Londres encalha num banco de areia do cabedelo não havendo vidas a lamentar. Toda a carga de carvão é desembarcada, num valor calculado de 100 contos e começa o desmantelamento para tentativa de reboque. Após 14 dias de trabalhos e com ajuda de Henry William Lloyd, ex-comandante do "Cintra" que veio de Londres, o desencalhe é realizado. São lançados foguetes para comemorar o êxito da missão.